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Sinais do Tempo

“Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol. Ambos existem. Cada um é como é. “
Alberto Caeiro

O dia de hoje foi pintado em tons de cinzento carregado, entrecortado por sorrisos da mãe que já não reconhece o filho e uns vislumbres de sol a lembrar que ainda há uns dias era verão.

Regressado à Lisboa de morada, uma aula pela Professora Maria Calado no GEO e o inesperado reencontro com um antigo vizinho, jornalista de profissão, a quem pedi ajuda para uma Causa também de Lisboa. Da palestra ‘Cultura artística e produção arquitectónica na Lisboa de Ressano Garcia’, grande urbanista que trouxe um pouco do glamour de Paris para Lisboa, sobrou-me uma dúvida: o porquê de o termo ‘gaveto‘ (de que Lisboa tem magníficos exemplares), ter adquirido ao longo do tempo alguma conotação depreciativa. A professora disse-me para consultar pelo menos três dicionários!


Gustave Caillebotte – Dia chuvoso, 1877

Lisboa, Tejo e tudo

‎[…]O Tejo tem grandes navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
A memória das naus.‎[…]

(do “Guardador de Rebanhos” – Alberto Caeiro)

breve pensamento cosmológico..

Os caminhos que cultivamos ao correr da vida fazem parte da natureza humana..
Em grande medida, é ao longo deste percurso que encontramos a nossa real natureza, os nossos princípios, o nosso equilíbrio.
Que aconteceria se os caminhos fossem diferentes? Não importa..
Não creio em caminhos pré-determinados, mas sim em cada um de nós como ponto de partida.. e de intersecção!

Hoje de manhã saí muito cedo,
Por ter acordado ainda mais cedo
E não ter nada que quisesse fazer…
Não sabia por caminho tomar
Mas o vento soprava forte, varria para um lado,
E segui o caminho para onde o vento me soprava nas costas.
Assim tem sido sempre a minha vida, e
assim quero que possa ser sempre —
Vou onde o vento me leva e não me
Sinto pensar.

Alberto Caeiro, Poemas Inconjuntos

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