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Lisboa, Tejo e tudo

‎[…]O Tejo tem grandes navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
A memória das naus.‎[…]

(do “Guardador de Rebanhos” – Alberto Caeiro)
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breve pensamento cosmológico..

Os caminhos que cultivamos ao correr da vida fazem parte da natureza humana..
Em grande medida, é ao longo deste percurso que encontramos a nossa real natureza, os nossos princípios, o nosso equilíbrio.
Que aconteceria se os caminhos fossem diferentes? Não importa..
Não creio em caminhos pré-determinados, mas sim em cada um de nós como ponto de partida.. e de intersecção!

Hoje de manhã saí muito cedo,
Por ter acordado ainda mais cedo
E não ter nada que quisesse fazer…
Não sabia por caminho tomar
Mas o vento soprava forte, varria para um lado,
E segui o caminho para onde o vento me soprava nas costas.
Assim tem sido sempre a minha vida, e
assim quero que possa ser sempre —
Vou onde o vento me leva e não me
Sinto pensar.

Alberto Caeiro, Poemas Inconjuntos

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