Poemas Inconjuntos, Alberto Caeiro

Quando tornar a vir a Primavera

Talvez já não me encontre no mundo.

Gostava agora de poder julgar que a Primavera é gente

Para poder supor que ela choraria,

Vendo que perdera o seu único amigo.

Mas a Primavera nem sequer é uma cousa:

É uma maneira de dizer.

Nem mesmo a flores tornam, ou as folhas verdes.

Há outros dias suaves.

Nada torna, nada se repete, porque tudo é real.


A sério…!

Medo, Muito Medo!

Na mitologia nórdica, Odin, chefe de uma tribo asiática, estabeleceu na Escandinávia o seu reino. Para administrá-lo, celebrar os rituais religiosos e predizer o futuro, Odin teria escolhido doze sábios, reunindo-os num banquete no Valhalla, morada dos deuses. Loki, o deus do fogo, apareceu sem ser convidado e armou uma grande confusão. Como invejava a beleza radiante de Balder, deus do Sol e filho de Odin, fez com que Hodur, o deus cego, o assassinasse por engano. Daí veio a crença de que 13 pessoas reunidas para um jantar só pode mesmo acabar mal.

Esta lenda é semelhante ao episódio da Ultima Ceia de Cristo.

Segundo se sabe, participaram nessa ceia sagrada os doze apóstolos e Cristo, num total de 13 pessoas. O resto da história já sabemos: o homem foi dependurado, diz-se que numa sexta-feira. E mais. Na antiga numeração hebraica, os números eram representados por letras. A letra que indicava a quantidade treze era a mesma usada para a palavra morte.

Além da justificação judaico-cristã, existem 2 outras lendas que explicam a superstição.

Uma Lenda diz que na Escandinávia existia uma deusa do amor e da beleza chamada Friga (que deu origem a friadagr, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, a lenda transformou Friga numa bruxa exilada no alto de uma montanha. Para se vingar, ela passou a reunir-se todas as sextas com outras onze bruxas e mais o demo – totalizando treze – para rogar pragas sobre os humanos. Da Escandinavia a superstição espalhou-se pela Europa.

Por mim, fico-me pelo filme (o primeiro, claro!) e prefiro acreditar que o Jason não morreu!

Isto não são evidências?!

– É preciso um Estado mais leve e que não asfixie a sociedade civil, mas que também seja mais forte e independente”
– “O novo modelo económico português tem de assentar num cidadão qualificado, num Estado forte, num enquadramento transparente e em empresas competitivas”
– ” A concorrência é indispensável ao desenvolvimento económico. Mais do que aumentar o investimento, é preciso melhorar a sua qualidade.
– “A prioridade não é proteger os centros de decisão em Portugal mas conseguir centros de interesse nacional de competência que possam criar riqueza para o país”
– “Mais do que saber o que é que o Governo pode fazer, ou se está a fazer bem ou mal, esta é a altura para os empresários e gestores provarem que são empreendedores”
– “É preciso acabar com o paradigma que Espanha é uma ameaça”
A propósito de muitos comentários publicados hoje nos diversos fóruns de opinião sobre o “Compromisso para Portugal”, quando é que deixamos de confundir oportunidades com oportunismos?
Ousar pensar.

«Mensagem» de Fernando Pessoa

1ª Parte – O Brasão
III – As Quinas

PRIMEIRA
D. DUARTE – REI DE PORTUGAL

Meu dever fez-me, como Deus ao mundo.
A regra de ser Rei almou meu ser,
Em dia e letra escrupuloso e fundo.
Firme em minha tristeza, tal vivi.
Cumpri contra o Destino o meu dever.
Inutilmente? Não, porque o cumpri.

SEGUNDA
D. FERNANDO – INFANTE DE PORTUGAL

Deu-me Deus o seu gládio porque eu faça
A sua santa guerra.
Sagrou-me seu em honra e em desgraça,
Às horas em que um frio vento passa
Por sobre a fria terra.
Pôs-me as mãos sobre os ombros e doirou-me
A fronte com o olhar;
E esta febre de Além, que me consome,
E este querer grandeza são seu nome
Dentro em mim a vibrar.
E eu vou, e a luz do gládio erguido dá
Em minha face calma.
Cheio de Deus, não temo o que virá,
Pois, venha o que vier, nunca será
Maior do que a minha alma.

TERCEIRA
D. PEDRO – REGENTE DE PORTUGAL

Claro em pensar, e claro no sentir,
É claro no querer;
Indiferente ao que há em conseguir
Que seja só obter;
Dúplice dono, sem me dividir,
De dever e de ser –
Não me podia a Sorte dar guarida
Por não ser eu dos seus.
Assim vivi, assim morri, a vida,
Calmo sob mudos céus,
Fiel à palavra dada e à ideia tida.
Tudo mais é com Deus!

QUARTA
D. JOÃO – INFANTE DE PORTUGAL

Não fui alguém. Minha alma estava estreita
Entre tão grandes almas minhas pares,
Inutilmente eleita,
Virgemmente parada;
Porque é do português, pai de amplos mares,
Querer, poder só isto:
O inteiro mar, ou a orla vã desfeita –
O todo, ou o seu nada

QUINTA
D. SEBASTIÃO – REI DE PORTUGAL

Louco, sim, louco, porque quis grandeza
Qual a Sorte a não dá.
Não coube em mim minha certeza;
Por isso onde o areal está
Ficou meu ser que houve, não o que há.
Minha loucura, outros que me a tomem
Com o que nela ia.
Sem a loucura que é o homem
Mais que a besta sadia,
Cadáver adiado que procria?

Ao meu pai, no vigésimo quinto aniversário da sua morte

Não consigo pensar em nenhuma necessidade da infância tão intensa quanto a da proteção de um pai.

Sigmund Freud

Como resolver o problema do IRS

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