A continuação da espécie!

continuação da espécie

Anúncios

BLAKE E MORTIMER – OS SARCÓFAGOS DO 6º CONTINENTE

Já não era sem tempo!!

Alguém sabe se a Meribérica vai voltar a editar as Selecções de BD?!

Já dísponivel em todo país, é o novo tomo da colecção Blake e Mortimer já sem Edgar P. Jacobs mas com uma dupla de autores capaz de fazer juz às antigas histórias do criador da série. Esta é mais uma edição de Meribérica/Liber.

Se do ponto de vista da ficção científica apresenta uma invenção diabólica digna de Jacobs, do ponto de vista da ficção política, “Os Sarcófagos do 6º Continente” de Yves Sente e André Juillard, tece minuciosamente a rede de uma intriga centrada no actualíssimo tema do terrorismo internacional, enquanto enquadra a já emblemática dupla de heróis da BD num passado que lhes fornece uma dimensão psicológica que faltava ainda explorar.

BLAKE E MORTIMER – OS SARCÓFAGOS DO 6º CONTINENTE

Bruxelas, 1958. A cidade prepara-se para receber os visitante da Exposição Universal. Os representantes dos países expositores trabalham afincadamente na apresentação dos seus feitos científicos, tecnológicos e sócio-culturais.

Seleccionado para dirigir o pavilhão “British Industry”, Philip Mortimer e a sua equipa encarregam-se de estabelecer uma ligação permanente com a base científica de Halley, na Antárctida, que permitirá aos visitantes sentir em directo de Bruxelas o pulsar do 6º Continente.

Optimista e entusiasmado com o trabaho, Mortimer desconhece ainda que um grupo terrorista de origem indiana planeia usar essa mesma ligação para pôr em prática os efeitos de uma potente arma que ameaça destabilizar a célebre Exposição.

Liderada pelo misterioso imperador indiano Açoka, que se diz ter ressuscitado cerca de 2000 anos após a morte, esta organização pretende alarmar o mundo, voltando os olhos da opinião pública para os problemas dos países colonizados, começando pela Índia.

É precisamente na Índia, vinte e cinco anos mais cedo, que no início deste álbum encontramos os jovens Francis e Philip, que se conhecem pela primeira vez quando Mortimer acode ao futuro amigo que se havia visto envolvido numa discussão local.

Pouco mais tarde, Mortimer vê-se obrigado a antecipar o seu regresso a Inglaterra devido ao seu envolvimento com uma bela jovem indiana, misteriosamente desaparecida e cuja morte lhe é imputada.

Neste primeiro tomo de Os Sarcófagos do 6º Continente, Mortimer, incomodado por pesadelos relacionados com a terrível acusação que pesa sobre ele desde a juventude e Blake, seguindo uma investigação do MI5, enfrentam a vingança de Açoka e tentam impedir os efeitos da sua arma secreta sobre a Exposição Universal de Bruxelas, que está prestes a começar.

Já não era sem tempo!!
Alguém sabe se a Meribérica vai voltar a editar as Selecções de BD?!

Já dísponivel em todo país, é o novo tomo da colecção Blake e Mortimer já sem Edgar P. Jacobs mas com uma dupla de autores capaz de fazer juz às antigas histórias do criador da série. Esta é mais uma edição de Meribérica/Liber.

Se do ponto de vista da ficção científica apresenta uma invenção diabólica digna de Jacobs, do ponto de vista da ficção política,“Os Sarcófagos do 6º Continente” de Yves Sente e André Juillard, tece minuciosamente a rede de uma intriga centrada no actualíssimo tema do terrorismo internacional, enquanto enquadra a já emblemática dupla de heróis da BD num passado que lhes fornece uma dimensão psicológica que faltava ainda explorar.

BLAKE E MORTIMER – OS SARCÓFAGOS DO 6º CONTINENTE
Os Sarcófagos do 6º Continente

Bruxelas, 1958. A cidade prepara-se para receber os visitante da Exposição Universal. Os representantes dos países expositores trabalham afincadamente na apresentação dos seus feitos científicos, tecnológicos e sócio-culturais.

Seleccionado para dirigir o pavilhão “British Industry”, Philip Mortimer e a sua equipa encarregam-se de estabelecer uma ligação permanente com a base científica de Halley, na Antárctida, que permitirá aos visitantes sentir em directo de Bruxelas o pulsar do 6º Continente.

Optimista e entusiasmado com o trabaho, Mortimer desconhece ainda que um grupo terrorista de origem indiana planeia usar essa mesma ligação para pôr em prática os efeitos de uma potente arma que ameaça destabilizar a célebre Exposição.

Liderada pelo misterioso imperador indiano Açoka, que se diz ter ressuscitado cerca de 2000 anos após a morte, esta organização pretende alarmar o mundo, voltando os olhos da opinião pública para os problemas dos países colonizados, começando pela Índia.

É precisamente na Índia, vinte e cinco anos mais cedo, que no início deste álbum encontramos os jovens Francis e Philip, que se conhecem pela primeira vez quando Mortimer acode ao futuro amigo que se havia visto envolvido numa discussão local.

Pouco mais tarde, Mortimer vê-se obrigado a antecipar o seu regresso a Inglaterra devido ao seu envolvimento com uma bela jovem indiana, misteriosamente desaparecida e cuja morte lhe é imputada.

Neste primeiro tomo de Os Sarcófagos do 6º Continente, Mortimer, incomodado por pesadelos relacionados com a terrível acusação que pesa sobre ele desde a juventude e Blake, seguindo uma investigação do MI5, enfrentam a vingança de Açoka e tentam impedir os efeitos da sua arma secreta sobre a Exposição Universal de Bruxelas, que está prestes a começar.

Agradável surpresa…

… de Pat Metheny – One Quiet Night [2004]
Recomendo particularmente a interpretação de Don’t Know Why (cover de Norah cantar), e My Song ( tributo a Keith Jarrett). Desfrutem!

Sintra – Parque da Pena

Um dos locais de eleição das minhas paixões!

Sinto-me a caminhar sobre um colchão. O solo, forrado por espesso e fofo tapete formado por milhares (milhões?) de folhas secas, amortece cada um dos meus passos. A densa ramagem dos velhos castanheiros e carvalhos que rodeiam o trilho forma uma espécie de túnel, mergulhado numa semiobscuridade apenas entrecortada por alguns raios de sol, em caprichosos padrões de claro-escuro. As brumas em que a serra acordou envolvida já se dissiparam e o dia está agora magnífico, primaveril.

Estou na serra de Sintra, em pleno Parque da Pena, lugar de mistério e sedução, verdadeiro refúgio natural a dois passos da Vila Velha e a menos de uma vintena de quilómetros de Lisboa. Lá fora, bem perto, agita-se o turbilhão urbano, com ruídos estridentes e agressivos, contudo, aqui apenas me são dados ouvir os sons da natureza.

O Parque da Pena é como que um jardim selvagem, onde a cuidada intervenção humana se conjuga de forma harmoniosa e subtil com os já de si admiráveis espaços naturais deste trecho da serra. As paisagens construídas e as múltiplas edificações que se descobrem um pouco por todo o lado, de modo algum afectam, antes reforçam e completam, o encanto do lugar.

Desde o imponente Palácio da Pena, a coroar umas agrestes escarpas, às múltiplas fontes de águas cristalinas, aos bancos rústicos, dispostos sabiamente nos locais mais aprazíveis, às pequenas e elegantes pontes que cruzam regatos sussurrantes, tudo parece disposto em comunhão com a natureza.

O Parque da Pena é o resultado do sonho de um homem, Fernando Saxe Coburgo-Gotha, príncipe austro-húngaro que veio a ser D. Fernando II de Portugal, por casamento com a rainha D. Maria II.

Numa área um pouco superior a duzentos hectares — que inclui os terrenos circundantes do Palácio da Pena, a Tapada do Mouco e o perímetro murado do Castelo dos Mouros — Fernando II, o príncipe artista, reuniu uma tremenda variedade vegetal e paisagística, desde os escarpados rochosos das zonas mais altas, agrestes e varridos pelos ventos, até aos vales abrigados, recobertos de luxuriantes fetos tropicais. Muitas das cerca de duas mil espécies vegetais implantadas no parque vieram das mais diversas partes do mundo, de modo a recriar ambientes exóticos e contrastantes.

Vieram túias e sequóias da América do Norte, araucárias do Brasil, criptomérias do Japão, cedros do Médio Oriente, fetos da Nova Zelândia. A plantação — iniciada em 1840 e que durou várias décadas — foi dirigida pelo próprio príncipe. Todos os espaços foram cuidadosamente arquitectados, a arrumação das manchas de arvoredo meticulosamente estudada, a alternância e contraste do porte da vegetação avisadamente pensado. Percorrer os inúmeros caminhos que serpenteiam através do parque — existem no interior do Parque da Pena cerca de 72 quilómetros de caminhos e veredas — é para mim uma experiência fascinante. Apesar de já aqui ter vindo dezenas de vezes, cada visita reserva-me, invariavelmente, a descoberta de novos motivos de interesse. Coisas simples. O padrão geométrico de um tronco caído, algum recanto em que ainda não tinha reparado, um rochedo de forma singular, o voo fugaz de uma ave, um qualquer pormenor curioso — e quantas vezes efémero — o pulsar da natureza, que se renova ao longo do ano. Em cada estação este ecossistema pujante, meio selvagem meio humanizado, se renova com diferentes roupagens.

Diz-se que Richard Strauss, o compositor e chefe de orquestra alemão, após visitar a Pena exclamou: “Hoje é o dia mais feliz da minha vida. Conheço a Itália, a Sicília, a Grécia, o Egipto, e nunca, nunca vi nada que se comparasse com a Pena. É a coisa mais bela que tenho visto. Este é o verdadeiro jardim de Klingsor — e lá no alto está o castelo do Santo Graal.” Perante tal cenário, não posso deixar de lhe dar razão.

Na Primavera são as flores, de todas as cores, das vulgares violetas às mais exóticas, trazidas de outras paragens, os rododendros, as azáleas. Pica-paus tamboreiam ruidosamente a madeira, marcando o seu território, trepadeiras, pardacentas e de bico longo e recurvado, fazem os seus números acrobáticos correndo para cima e para baixo agarradas à casca rugosa das árvores, enquanto vão debicando à procura de alimento, gaios de plumagens vistosas parecem relâmpagos de azul, voando de tronco em tronco.

Depois o Verão. O Verão no Parque da Pena traz-me reminiscências de uma catedral. Como num templo gótico, sob o denso manto das copas altas, apenas se filtra uma luz difusa e ténue, e desfrutamos aqui de uma sensação única de frescura, enquanto o sol no zénite requeima a planície circundante. Os troncos esguios evocam majestosas colunas de pedra e as pequenas clareiras, de longe em longe, como que explosões de luz e cor, fazem lembrar vitrais multicoloridos. Aproveitando o calor, surgem os insectos. Borboletas de tons brilhantes esvoaçam na luz, libélulas, de frágeis asas transparentes e enormes olhos facetados, repousam nos galhos esguios, ondulando levemente ao sabor da brisa, e se olharmos com mais atenção, por todo o lado encontraremos uma miríade de outros pequenos seres, vistosos e chamativos ou discretos e miméticos. Com sorte, ainda conseguiremos vislumbrar uma família de coelhos mordiscando a erva tenra.

As primeiras chuvas, anunciando a chegada do Outono, trazem consigo novas e profundas mudanças. É nesta altura do ano que a natureza se pinta com a sua paleta mais feérica, desde as ramagens das árvores até ao chão pejado de folhas secas, formando, por vezes, padrões de rara beleza. Despontam os cogumelos, em grande profusão e com uma variedade extraordinária. Descobrem-se fungos minúsculos, de apenas alguns milímetros de comprimento, e grandes cogumelos com perto de 20 centímetros de diâmetro, acastanhados, vermelhos-vivo, negros, amarelos, brancos, cinzentos, de quase todas as cores imagináveis. As formas são ainda mais diversas e, por vezes, bizarras: filiformes, ao feitio de pétala, lembrando diminutos corais ou pequenas esponjas, pequenos guarda-sol ou globos rugosos que libertam uma nuvem de esporos ao mais leve toque.

Quase imperceptivelmente chega o Inverno. Os regatos correm agora apressados, escondidos por entre a densa vegetação rasteira ou saltitando de pedra em pedra, em turbilhões alvos de espuma. Predominam nesta época os verdes-cinza, apenas abrilhantados pelo fulgir das camélias, em grande número nos vales abrigados.

Grandes aranhas castanhas, com motivos cruciformes no abdómem e aspecto feroz, tecem enormes teias, que resplandecem adornadas por um sem-número de gotículas deixadas pelo orvalho da manhã.

Em alguns locais vêem-se azevinhos de folhas escuras e lustrosas e frutos escarlate.

Texto de Ana Guerra

http://www.parquesdesintra.pt/default.htm

Rossio, foi devolvida aos lisboetas e a todos quantos nos visitam. O "coração" de Lisboa bate de novo.

A mais importante praça de Lisboa está de cara lavada desde Novembro. Depois de uma intervenção estrutural de grande importância, a Praça D. Pedro IV, mais conhecida por Rossio, foi devolvida aos lisboetas e a todos quantos nos visitam. O “coração” de Lisboa bate de novo. Como novo…

Lisboa está cada vez mais bonita. A mais importante praça da capital portuguesa está desde o passado mês de Novembro de cara lavada, depois de um complexo conjunto de obras que a “fecharam” ao mundo durante longos anos. Agora, com a velha estátua do monarca D. Pedro IV completamente recuperada, com os novos chafarizes, com a calçada portuguesa que lhe deu uma nova alma e com a recuperada fachada do Teatro Nacional D. Maria II, o Rossio vive de novo, confirmando a sua vocação cosmopolita de grande praça virada para o mundo.

As obras realizadas abrangeram não só a Praça D. Pedro IV como a área envolvente, nomeadamente Largos do Cadaval e Regedor, Praça D. João da Câmara, ruas Barros Queirós, Antão de Almada e da Betesga e Travessa Nova de São Domingos.

Além da limpeza da estátua de D. Pedro IV e das duas fontes, toda a área circundante aos monumentos foi revestida a calçada com padrão “Mar Largo”, local onde agora estão instalados seis bancos de pedra e cinco novos quiosques, dois de jornais e três destinados a floristas.

A partir de agora, com a praça aberta à vista de todos, é possível voltar a “viver” Lisboa na sua plenitude, aproveitando a magia das esplanadas que o Rossio oferece, cafés que têm história e “estórias” para contar.

«Mensagem» de Fernando Pessoa

Primeira parte – O Brasão
I- Os Campos

PRIMEIRO – O DOS CASTELOS
A Europa jaz, posta nos cotovelos:
De Oriente a Ocidente jaz, fitando,
E toldam-lhe românticos cabelos
Olhos gregos, lembrando.
O cotovelo esquerdo é recuado;
O direito é em ângulo disposto.
Aquele diz Itália onde é pousado;
Este diz Inglaterra onde, afastado,
A mão sustenta, em que se apoia o rosto.
Fita, com olhar esfíngico e fatal,
O Ocidente, futuro do passado.
O rosto com que fita é Portugal.

SEGUNDO – O DAS QUINAS
Os Deuses vendem quando dão.
Comprar-se a glória com desgraça.
Ai dos felizes, porque são
Só o que passa!
Baste a quem baste o que lhe basta
O bastante de lhe bastar!
A vida é breve, a alma é vasta:
Ter é tardar.
Foi com desgraça e com vileza
Que Deus ao Cristo definiu:
Assim o opôs à Natureza
E Filho o ungiu.

Anúncios
%d bloggers like this: