das coisas diárias

Esta tarde uma pessoa amiga ofereceu-me um livro. Uma obra antiga.

Certamente que o lerei com alguma nostalgia, assim como logo à noite ouvirei, espero, algumas das primeiras peças dos pais da pop electrónica.

Hoje é um dia de revivalismos.

Ah! O livro tem na capa a seguinte frase: ” 35.000 rotos já compraram O Meu Pipi. De que é que está à espera?”

Ainda bem que me foi oferecido!

Assim, não contribuo para as estatísticas.

Sonoridades



Parece mentira fora do prazo, mas já não me lembrava que tinha bilhete para o concerto dos Kraftwerk!

Toma os remédios, António.

da física quântica

o rato é muito mais pequeno que o gato

ao correr para não ser apanhado, e como é veloz, à medida que se aproxima do buraco, este parece-lhe cada vez mais pequeno e o ratinho entra em pânico e começa a achar que se vai esborrachar contra a parede e os bocadinhos vão sobrar para o gato

ao desenhar a figura do gato, o buraco parece muito maior e aumenta os índices de confiança

até acha que vai conseguir entrar sem se baixar

o gato pensa que, mais dia menos dia, o rato vai ficar preso no buraco após uma derrapagem seguida de uma grande chiadeira

o gato acha que ver a sua figura pintada na parede é uma afronta ao seu prestígio de caçador

o gato fica baralhado com o engenho do rato, que ainda se ri dele com a brincadeira

se eu fosse o gato, apagava o desenho e pintava-me deitado de frente com a boca aberta

o rato, o que faria?

Mesmo o terrorista do André do F.C.Porto.

É inadmissível que um clube desta dimensão dê tempo de antena a um alarve daqueles!

Portugal-Itália

«Sofremos dois golos que no futebol actual não existe mais. Foram descuidos e esses contra equipas de qualidade são fatais. Gostei até determinado momento, mas depois tivemos erros que temos de corrigir e vamos fazer isso na medida do possível. Nós sabemos o que estamos a fazer e confiamos nos nossos atletas. Entendo que o golo [o segundo] que sofremos foi muito melhor ter sofrido hoje do que em qualquer outra parte da competição que temos pela frente. Continuo optimista».

Paixões à parte, continuo optimista também.

Não tenho dúvidas que quando o Euro tiver início vamos estar todos ao lado da Selecção Nacional!

da homossexualidade e das crianças

Miguel Sousa Tavares, num artigo do Público sobre recentes declarações de Luís Vilas Boas, em relação à possibilidade de adopção de crianças por parte de homossexuais, argumentou que é melhor as crianças serem educadas por uma mãe e por um pai..

O argumento deriva do princípio de que, se uma prática é “natural”, ou seja, se é válida para animais que não vivem em cativeiro, então é moralmente aceitável (!).

A posição contra a adopção de criancas por parte dos homossexuais advém de que, se uma prática não é natural, então não é moralmente aceitável.

Perplexidade: como definimos a “orientação moral” e a “naturalidade” na escala de valores, mais, como construímos a escala de valores?

Pela maioria que foi educada por pai e mãe?

Pelos que avaliam a estabilidade emocional dos “pais” homossexuais?

Quantos pais heterossexuais emocionalmente instáveis são avaliados para sabermos se têm condições para educar as suas crianças?

Era capaz de resultar interessante um levantamento sobre isto.

Perplexidade: uma criança pode começar a sentir-se atraída por pessoas do mesmo sexo por ter sido educada por homossexuais?

Não tenho uma posição definitiva sobre o assunto, mas, de todo o modo, há sempre a teoria das probabilidades!

Apeteceu-me!

Eu mudava a inscrição para: “Segue o teu instinto!

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