Sensibilidade e bom senso!

Parece que chegou o momento de dirigir umas palavras ao MST, por quem, apesar de algumas vezes ser crítico das suas intervenções, tenho admiração enquanto jornalista, colunista, entre outras formas de apreço.

O seu portismo não lhe dá o direito de não se distanciar, aquando das intervenções nas suas tribunas, da mescla de opiniões apaixonadas que sempre se vivem nestes momentos, antes e depois destes jogos!

Por isso é insuportável a sua postura!

“Começo por dizer que considero justo o resultado… embora se tenha tornado evidente que o Sporting não conseguiria marcar que não de penalty e não conseguiria evitar a derrota sem a decisiva ajuda do árbitro..” PARA QUE NÃO HAJA LUGAR A MAL ENTENDIDOS? É preciso ter sentido de humor para dizer isto..!

As considerações sobre o presidente do Sporting não lhe assentam bem porque o homem É PRESIDENTE DO SPORTING, e com isso está a desrespeitar os sportinguistas. Só por isso!

É enganador afirmar ” o descaramento com que o presidente do Sporting enfrentou o problema criado com a atitude antidesportiva de limitar, contra a lei, a venda de bilhetes a adeptos do FC Porto ( e, afinal, estavam dez mil lugares por preencher no estádio…)”. Se calhar estavam à espera que os sócios com bilhete de época que têm o direito de decidir 5 minutos antes do jogo começar se querem ir ao estádio, de uma forma altruista colocassem os seus lugares à disposição dos portistas?!

Referindo-se ao Liedson ( como se ainda não fossem suficientes as imagens televisivas e os mimos do treinador do Porto) manifesta a sua surpresa por “em tão pouco tempo, assimilar as regras da escola de teatro da Academia de Alcochete e aprimorado o estilo de penalties à João Pinto”! Até poderia ter graça, não fôra o estilo!

Do árbitro – “O Daltónico, é precisamente o grande internacional Lucílio Baptista, que esteve, uma vez mais, igual a si mesmo, isto é, sem pinga de isenção ou categoria.”, Por favor! Isto é coisa que se diga do único árbitro português presente no Euro 2004?!

Com que direito se refere à insuportável postura dos dirigentes do Sporting?

Onde é que está o berço?

Se calhar o país também é pequeno para ele…

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Estados de alma (I)

Gostei da atmosfera do lindo estádio do meu clube. Gostei da homenagem ao Fehér e da atitude dos presidentes. Gostei do jogo mas não do resultado, pois fomos melhores. Não gostei do Mourinho. Gostava que o Pinto da Costa lhe fizesse a vontade. Gostava de ver mais jogos vibrantes como este Sporting-FC Porto. Não gosto da incontinência verbal dos dirigentes… Gostava que os sportinguistas fossem à Sinagoga apoiar o Benfica contra o Porto. Gostava que os benfiquistas apoiassem o Porto contra o Manchester!

Espero sinceramente que as coisas melhorem

Recebi esta semana a edição da All Jazz de… 07/08 de 2003!
A coisa não está fácil! basta ler o editorial. O país está mesmo assim?!

Até um projecto válido como este, independente, altruísta – como deveriam ser as publicações do género, com uma adesão inicial fantástica, uma excelente abordagem ao panorama jazzístico actual, plena de oportunidade, parece que está a passar pela eterna dependência da publicidade.

Estarei a ser ingénuo? Claro que não, eu sei como funcionam os mercados.
A questão é que, face aos problemas entretanto surgidos, a reedição da revista foi feita em baixa!
É pena ver a qualidade dos textos e das entrevistas decair.
Vamos ver o que o futuro (?) nos traz…!
De qualquer modo, continua a recomendar-se, pois é das poucas referências disponíveis em português!

A propósito, ainda saboreio o serão na Culturgest com o meu amigo Bobby Hutcherson. Quem não viu… visse!!

Demonstração do Teorema de Pitágoras

Pitágoras não só se satisfez com a generalização da propriedade a que chegou, como também se preocupou com a sua demonstração, ou seja, em provar que essa regra se aplicava a todos os triângulos rectângulos. Só depois de demonstrada a propriedade seria promovida a teorema. Teorema este que era uma propriedade que para ser aceite como verdadeira, necessita de ser demonstrada. Pitágoras considerou um triângulo rectângulo cujos lados mediam, numa dada unidade, a e b, e a hipotenusa, c.

Cada figura é um quadrado de lado a + b. A figura 1 foi subdividida em quatro triângulos iguais ao inicial e num quadrado de lados iguais á hipotenusa c .

A figura 2 também contêm quatro triângulos iguais ao inicial.

Pode-se concluir que se temos dois quadrados iguais e ambos contêm quatro triângulos iguais ao inicial, então o que resta num quadrado , noutro tem de ser igual. Pitágoras concluiu que: a^2 + b^2 = c^2

Por volta de 4000 a.C. os Egiptos já utilizavam o método de traçar ângulos rectos, utilizando uma corda onde eram dados 13 nós de forma a que o espaço entre eles fosse igual, isto é, a corda media 12 unidades, sendo cada unidade o espaço entre dois nós consecutivos.

Em seguida, três pessoas seguravam a corda, unindo os dois extremos e a fim de construírem um triângulo cujos lados medissem 3, 4 e 5 unidades. Tinham assim a certeza de que o ângulo b era recto. Esta igualdade verifica-se para qualquer triângulo rectângulo e sua generalização ficou conhecida pelo teorema de Pitágoras.

Absurdo, humor e filosofia

— Por quem passaste na estrada? — continuou o Rei, estendendo a sua mão para o Mensageiro para lhe dar mais algum feno.
— Por ninguém — disse o Mensageiro.
— Exactamente — disse o Rei. — Esta rapariga também o viu. Portanto, é claro que Ninguém anda mais devagar do que tu.
— Faço o meu melhor — disse o Mensageiro num tom mal-humorado. — Tenho a certeza de que ninguém anda muito mais depressa do que eu!
— Ele não o pode fazer — disse o Rei —, senão teria chegado cá primeiro.

in Alice no Outro Lado do Espelho, de Lewis Carroll

 

«Mensagem» de Fernando Pessoa

Primeira Parte – O Brasão
II – Os Castelos

PRIMEIRO
ULISSES

O mito é o nada que é tudo.
O mesmo sol que abre os céus
É um mito brilhante e mudo –
O corpo morto de Deus,
Vivo e desnudo.
Este, que aqui aportou,
Foi por não ser existindo.
Sem existir nos bastou.
Por não ter vindo foi vindo
E nos criou.
Assim a lenda se escorre
A entrar na realidade,
E a fecundá-la decorre.
Em baixo, a vida, metade
De nada, morre.

SEGUNDO
VIRIATO

Se a alma que sente e faz conhece
Só porque lembra o que esqueceu,
Vivemos, raça, porque houvesse
Memória em nós do instinto teu.
Nação porque reencarnaste,
Povo porque ressuscitou
Ou tu, ou o de que eras a haste –
Assim se Portugal formou.
Teu ser é como aquela fria
Luz que precede a madrugada,
E é já o ir a haver o dia
Na antemanhã, confuso nada.

TERCEIRO
O CONDE D. HENRIQUE

Todo começo é involuntário.
Deus é o agente,
O herói a si assiste, vário
E inconsciente.
À espada em tuas mãos achada
Teu olhar desce.
«Que farei eu com esta espada?»
Ergueste-a, e fez-se.

QUARTO
D. TAREJA

As nações todas são mistérios.
Cada uma é todo o mundo a sós.
Ó mãe de reis e avó de impérios,
Vela por nós!
Teu seio augusto amamentou
Com bruta e natural certeza
O que, imprevisto, Deus fadou.
Por ele reza!
Dê tua prece outro destino
A quem fadou o instinto teu!
O homem que foi o teu menino
Envelheceu.
Mas todo vivo é eterno infante
Onde estás e não há o dia.
No antigo seio, vigilante,
De novo o cria.

QUINTO
D. AFONSO HENRIQUES

Pai, foste cavaleiro.
Hoje a vigília é nossa.
Dá-nos o exemplo inteiro
E a tua inteira força!
Dá, contra a hora em que, errada,
Novos infiéis vençam,
A bênção como espada,
A espada como bênção!

SEXTO
D. DINIS

Na noite escreve um seu Cantar de Amigo
O plantador de naus a haver,
E ouve um silêncio múrmuro consigo:
É o rumor dos pinhais que, como um trigo
De Império, ondulam sem se poder ver.
Arroio, esse cantar, jovem e puro,
Busca o oceano por achar;
E a fala dos pinhais, marulho obscuro,
É o som presente desse mar futuro,
É a voz da terra ansiando pelo mar.

SÉTIMO (I)
D. JOÃO O PRIMEIRO

O homem e a hora são um só
Quando Deus faz e a história é feita.
O mais é carne, cujo pó
A terra espreita.
Mestre, sem o saber, do Templo
Que Portugal foi feito ser,
Que houveste a glória e deste o exemplo
De o defender,
Teu nome, eleito em sua fama,
É, na ara da nossa alma interna,
A que repele, eterna chama,
A sombra eterna.

SÉTIMO (II)
D. FILIPA DE LENCASTRE

Que enigma havia em teu seio
Que só génios concebia?
Que arcanjo teus sonhos veio
Velar, maternos, um dia?
Volve a nós teu rosto sério,
Princesa do Santo Gral,
Humano ventre do Império,
Madrinha de Portugal!

Anedota do dia!

Um voluntarioso rapaz alista-se na tropa e passado o tempo da recruta

inscreve-se nos paraquedistas. Apos as 1as licoes de como saltar, feitas no solo e em aparelhos mais ou menos simples mas sempre no chao, eis que o valente soldado embarca pela 1a vez num aviao juntamente com uma dezena de colegas para o 1o salto das suas vidas… No dia seguinte telefonou para casa dos pais e o telefonema foi mais ou menos assim:

* Entao meu querido filho, saltaste?

Perguntava o pai.

* Espere, eu vou-lhe contar como foi:

Quando chegamos a altura escolhida, abriu-se a porta e o sargento chamou-nos

para o salto.

Mais ou menos assustados, com ou sem uma pequena “ajuda” do sargento, os meus colegas la foram saltando todos ate chegar a minha vez.

* E tu saltaste?

* Espere. Ja la chegamos. Eu disse ao sargento que nao saltava que tinha

medo. Ele disse que eu saltava nem que tivesse que me dar um pontape!

* E tu saltaste?

* Ja la vamos… Eu agarrei-me a tudo o >que pude e o sargento chamou o

co-piloto, um tipo com 1.90, 120 kg de peso e eu ainda me agarrei com mais

forca. Ele disse-me:

* Vais saltar ou nao?

* E tu saltaste?

Eu estava amarelo de medo e entao o copiloto baixou o fecho do fato,

mostrou-me uma pila de 30 cm que mais parecia um cacete e disse que eu ou

saltava ou me enfiava aquela moca pelo cu acima!

* Entao tu saltaste?

* Bom, ao principio saltei um bocadinho!…

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