Idade das Trevas (III)

Nestes momentos de terror em que ficamos sem saber muito bem o que pensar e dizer, ocorrem-me duas coisas:

Em que mundo estão os nossos filhos a crescer, com que esperanças encaram o futuro?

Algures noutros cantos do planeta estão a crescer crianças que amanhã vão-se fazer explodir juntamente com os nossos.

Há menos de uma década afirmava-se que o século XXI seria o da afirmação do turismo, da qualidade de vida. Quereriam dizer do terrorismo?

O segundo pensamento nestas ocasiões vai para aquele rapaz de uma pequena aldeia algures em Itália, onde em 1983, num curto espaço de tempo, assistiu ao horror de ver pedaços de corpos após dois atentados em comboios num túnel perto da sua aldeia. A violência, inimaginável, daquelas visões, fez com que deixasse um bilhete onde escreveu que não conseguia viver com a ideia de voltar a assistir aquelas monstruosidades, e matou-se.

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Atentado terrorista em Madrid

Confesso que quando começámos a ouvir as notícias esta manhã, o primeiro pensamento não foi para atribuir este massacre à ETA, antes a alguma organização árabe (reminiscências…)!

DUZENTOS MORTOS?!

aos euskaldun: aos bascos… vocês sabem quem…

Zer da hau? O que é isto?

Zuek Europakoak zarete? São vocês da Europa?

Puta que os pariu!

Essências Luminosas



Estátua de Mahakala, em posição vertical

Reinado de Yongle, dinastia Ming (1403-1424)

Interior – Ferro, ouro



Estátua de Tara Branca em posição sentada

Reinado de Qianlong, dinastia Qing (século XVIII)

Interior – Latão



Suiqiu Fomu Caca

Reinado de Qianlong, dinastia Qing (século XVIII)

Interior – Pintura sobre barro



Buda Amitayus em cobre e ouro

Meados da dinastia Qing (século XVIII) – Tibete

Cobre e ouro

Mais conteúdo e menos forma?



Há quinze anos, mais coisa menos coisa, que sou leitor da GRANDE REPORTAGEM.

Durante cerca de uma década, convivi com os editoriais de Miguel SousaTavares, intratável homem de causas.

Mais recentemente, Francisco José Viegas, num estilo menos comprometido com a linha seguida até ao início deste século, com sensibilidade própria refrescou a revista, adaptando-a a um novo tempo.

Apesar do formato actual, ao qual ainda não me consegui habituar, tenho continuado a acompanhar com interesse.

Nova mudança! Que a chegada de Joaquim Vieira, que traz consigo a Felícia Fabrita, mantenha o espírito da GRANDE REPORTAGEM.

Espero!

O Binômio de Newton é tão belo como a Vênus de Milo.

O que há é pouca gente para dar por isso.

óóóó—óóóóóó óóó—óóóóóóó óóóóóóóó

( O Vento lá fora.)

Álvaro de Campos, 15-1-1928

O Binômio de Newton é tão belo como a Vênus de Milo.

O que há é pouca gente para dar por isso.

óóóó—óóóóóó óóó—óóóóóóó óóóóóóóó

( O Vento lá fora.)

Álvaro de Campos, 15-1-1928

O Céu dos Homens do Mar na Época das Descobertas



Astrolábio usado para calcular as posições dos astros no céu.

“Água é vida”.

Este lugar-comum, repetido vezes sem conta, é pleno de significado.

Foi no mar que teve origem a vida na Terra, podendo-se afirmar que em última análise todos os entes vivos têm antepassados remotos que viveram na água.

Todos os seres vivos necessitam de água para sobreviver.

As grandes civilizações da Antiguidade desenvolveram-se junto de grandes rios que irrigavam e fertilizavam os campos onde se praticava a agricultura.

Sendo a água tão importante para a Humanidade não é de estranhar que desde tempos imemoriais os espaços aquáticos tenham sido usados como vias de comunicação.

Para conduzir as embarcações torna-se necessário dispor de marcas que permitam conhecer a posição. Durante séculos a navegação era feita essencialmente com terra à vista, de modo a ser sempre conhecida a posição do navio.

Embora as viagens fossem geralmente à vista de terra, acontecia muitas vezes que os navios se afastavam, pelos mais diversos motivos, perdendo então essas referências que lhes forneciam informações sobre onde se encontravam e para onde se poderiam dirigir.

Perdidos esses sinais de terra firme, esses homens socorriam-se então de outros sinais: características dos ventos, cor das águas, plantas aquáticas, etc.

Além destes sinais, existem umas marcas no céu, os astros, que podem ser usadas para fornecer diversas informações a quem conheça o seu comportamento.

Até à Idade Média, a bússola era desconhecida.

Com a difusão, junto dos marinheiros, deste instrumento passou a ser possível aumentar cada vez mais as distâncias percorridas no mar e os tempos de navegação sem terra à vista, uma vez que passou a existir uma maneira de saber a direcção em que os navios se dirigiam.

Os pilotos passaram a saber a sua posição no mar, observando simplesmente as direcções em que o navio tinha navegado e estimando as distâncias percorridas, desde a última posição que tinham observado junto à costa.

Este método de navegação ficou conhecido, entre os historiadores da Náutica, pelo nome de método de rumo e estima.

No entanto, conforme as distâncias percorridas, sem avistar terra, se tornavam cada vez maiores, os erros acumulados no percurso cresciam, devido a vários factores: correntes, irregularidades dos instrumentos, avaliação incorrecta das distâncias percorridas…

Tornou-se então necessário “descobrir” novas formas de conhecer a posição dos navios, no alto-mar, com um maior rigor.

A solução passou pelo uso de astros, em determinadas condições, para conhecer as coordenadas geográficas do local em que o navegante se encontrava.

Os portugueses foram pioneiros no desenvolvimento de processos para conhecimento de uma das coordenadas geográficas: a latitude.

Quanto à longitude, a sua determinação é bastante mais complexa, aparecendo soluções práticas para este problema apenas no século XVIII, sendo os Ingleses pioneiros neste processo.

Por outro lado, era também possível, pelo menos desde a Idade Média, conhecer as horas, durante a noite, pela observação do movimento da Estrela Polar.

Foram desenvolvidos diversos instrumentos, e tabelas, que permitiam, em função da época do ano, saber as horas pela posição relativa da Estrela Polar e de outra estrela da Ursa Menor, a Kochab.

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