Posts Tagged ‘ Miguel Torga ’
Viagem Aparelhei o barco da ilusãoE reforcei a fé de marinheiro.Era longe o meu sonho, e traiçoeiroO mar…(Só nos é concedidaEsta vidaQue temos;E é nela que é precisoProcurarO velho paraísoQue perdemos). Prestes, larguei a velaE disse adeus ao cais, à paz tolhida.Desmedida,A revolta imensidãoTransforma dia a dia a embarcaçãoNuma errante e alada sepultura…Mas corto as [LER MAIS]
Foi bonitoO meu sonho de amor.Floriram em redorTodos os campos em pousio.Um sol de Abril brilhou em pleno estio,Lavado e promissor.Só que não houve frutosDessa primavera.A vida disse que eraTarde demais.E que as paixões tardiasSão ironiasDos deuses desleais[LER MAIS]
No centenário do seu nascimento (no próximo dia 12), impõe-se uma visita ao Reino que Torga testemunhou, embora muitas pessoas digam que não.Para percorrer as terras por si enaltecidas, tentei que os meus olhos não perdessem a virgindade original diante desta realidade. Foi sem hesitação que lá deixei o coração, o que quase me ia [LER MAIS]
Ao Mar Água, sal e vontade – a vida!Azul – a cor do céu e da inocência.Um lenço a colorir a despedidaDa galera da ausência… Mar tenebroso!Mar fechado e rugosoSobre um casto jardim adormecido!Mar de medusas que ninguém semeia,Criadas com mistério e com areia,Perfeitas de beleza e de sentido! Vem a sede da terra e [LER MAIS]
Tarde pintadaPor não sei que pintor.Nunca vi tanta corTão colorida!Se é de morte ou de vida,Não é comigo.Eu, simplesmente, digoQue há tanta fantasiaNeste dia,Que o mundo me pareceVestido por ciganas adivinhas,E que gosto de o ver, e me apeteceTer folhas, como as vinhas. Miguel Torga[LER MAIS]
A memória nostálgica e distante da terra mítica de onde se abrange o resto de Portugal, neste Conto de Miguel Torga-1941, com as ilustrações antropomorfizadas de Graça Morais, de quem poderemos ver até início de Abril a Exposição “Os Olhos Azuis do Mar”.Espero que todos os estrangeiros que amam estes dois portugueses maiores, tenham curiosidade [LER MAIS]
Após meia-hora de carro por uma estrada sinuosa, ladeada de amendoeiras, chegar a este lugar sem saída e ter este rio e estas montanhas só para mim, constituem o maior prazer solitário destes tórridos dias de verão.Do verão inteiro, melhor dizendo.A água fresca e calma do Douro, o silêncio absoluto, adiam a vontade de fazer [LER MAIS]
Bucólica A vida é feita de nadas: De grandes serras paradas À espera de movimento; De searas onduladas Pelo vento; De casas de moradia Caídas e com sinais De ninhos que outrora havia Nos beirais; De poeira; De sombra de uma figueira; De ver esta maravilha: Meu pai a erguer uma videira Como uma mãe [LER MAIS]
A vida é feita de nadas: De grandes serras paradas À espera de movimento; De searas onduladas Pelo vento; De casas de moradia Caídas e com sinais De ninhos que outrora havia Nos beirais; De poeira; De sombra de uma figueira; De ver esta maravilha: Meu pai a erguer uma videira Como uma mãe que [LER MAIS]
Tantas formas revestes, e nenhuma Me satisfaz! Vens às vezes no amor, e quase te acredito. Mas todo o amor é um grito Desesperado Que ouve apenas o eco… Peco Por absurdo humano: Quero não sei que cálice profano Cheio dum vinho herético e sagrado. Miguel Torga[LER MAIS]
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