Posts Tagged ‘ Mário de Sá Carneiro ’
O dúbio mascarado o mentiroso Afinal, que passou na vida incógnito O Rei-lua postiço, o falso atónito; Bem no fundo o covarde rigoroso. Em vez de Pajem bobo presunçoso. Sua Ama de neve asco de um vómito. Seu ânimo cantado como indómito Um lacaio invertido e pressuroso. O sem nervos nem ânsia – o papa- [LER MAIS]
Só de oiro falso os meus olhos se douram; Sou esfinge sem mistério no poente. A tristeza das coisas que não foram Na minh alma desceu veladamente. Na minha dor quebram-se espadas de ânsia, Gomos de luz em treva se misturam. As sombras que eu dimano não perduram, Como Ontem, para mim, Hoje é [LER MAIS]
Começou então a última tortura… Num grande esforço, procurei ainda esquecer-me do que descobrira – esconder a cabeça debaixo dos lençóis como as crianças, com medo dos ladrões, nas noites de inverno. Ao entrelaçá-la, hoje, debatia-me em êxtases tão profundos, mordia-a tão sofregamente, que ela uma vez se me queixou. Com efeito, sabê-la possuída por [LER MAIS]
[...]Que delírios estrebuchavam os nossos corpos doidos… como eu me sentia pouca coisa quando ela se atravessava sobre mim, iriada e sombria, toda nua e litúrgica…caminhava sempre aturdido do seu encanto – do meu triunfo.Eu tinha-a! Eu tinha-a!… E erguia-se tão longe o meu entusiasmo, era tamanha a minha ânsia que às vezes – como [LER MAIS]
O dúbio mascarado o mentirosoAfinal, que passou na vida incógnitoO Rei-lua postiço, o falso atónito;Bem no fundo o covarde rigoroso. Em vez de Pajem bobo presunçoso.Sua Ama de neve asco de um vómito.Seu ânimo cantado como indómitoUm lacaio invertido e pressuroso. O sem nervos nem ânsia – o papa- açorda,(Seu coração talvez movido a corda…)Apesar [LER MAIS]
Ora encontrar essa pequena galante de mãos dadas com tamanho imbecil – fora o mesmo do que a ver tombar morta a meus pés. Ela não deixara de ser um amor – é claro – mas eu é que nunca mais a poderia sequer aproximar. Sujara-a para sempre o homenzinho loiro, engordurara-a. E se eu [LER MAIS]
Insónia roxa. A luz a virgular-se em medo,Luz morta de luar, mais Alma do que lua…Ela dança, ela range. A carne, álcool de nua,Alastra-se para mim num espasmo de segredo… Tudo é capricho ao seu redor, em sombras fátuas…O aroma endoideceu, upou-se em cor, quebrou…Tenho frio… Alabastro! A minha´alma parou…E o seu corpo resvala a [LER MAIS]
desenho de Pablo Picasso, 1954 Como eu não possuo Olho em volta de mim. Todos possuem —Um afecto, um sorriso ou um abraço.Só para mim as ânsias se diluemE não possuo mesmo quando enlaço. Roça por mim, em longe, a teoriaDos espasmos golfados ruivamente;São êxtases da cor que eu fremiria,Mas a minhalma pára e não [LER MAIS]
Clique na imagem para ampliar Quase Um pouco mais de sol – eu era brasa,Um pouco mais de azul – eu era além.Para atingir, faltou-me um golpe de asa…Se ao menos eu permanecesse aquém… Assombro ou paz? Em vão… Tudo esvaídoNum grande mar enganador de espuma;E o grande sonho despertado em bruma,O grande sonho – [LER MAIS]
Clique na imagem para ampliar Meu alvoroço de oiro e luaTinha por fim que transbordar…- Caiu-me a Alma ao meio da rua,E não a posso ir apanhar! Mário de Sá-Carneiro[LER MAIS]
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