Archive for the ‘ In memoriam ’ Category

In Memoriam – Montserrat Figueras [1942-2011]

Díaspora Sefardí | Romances & Música instrumental – Alia Vox AV 9809 A+B [CDx2]
Montserrat Figueras, canto | Dirección: Jordi Savall
Ensemble Hespèrion XXI:
Montserrat Figueras (voice), Yair Dalal (oud), Ken Zuckerman (lute, sarod), Pedro Memelsdorf (recorders), Begoña Olavide (psaltery, qanun) Andrew Lawrence-King (arpa doppia), Edin Karamazov (medieval lute), Arianna Savall (medieval harp), Jordi Savall, (lira, viola, rebab), Xavier Díaz (renaissance lute), Pedro Estevan (percussion)] – Jordi Savall, dir.

In Memoraim – Antoine Sibertin-Blanc [1930-2012]

Concerto em memória de Antoine Sibertin-Blanc
Igreja de São Luís dos Franceses | Sexta-feira, 22 de Novembro de 2013 – 21h00
Órgão – Rute Martins
Canto Gregoriano – Capela Gregoriana Laus Deo
Polifonia – Agrupamento Vocal Sacra Musica

Professor Antoine Sibertin-Blanc

Sir John Kenneth Tavener [1944-2013]

Sobre a sua música, disse John Taverner:
“Quis produzir música que fosse o som de Deus. Foi sempre isso que tentei fazer”

Margaret Thatcher

Edição especial do “The Times” dedicado a Margaret Thatcher, personalidade incontornável da história recente e cujo desaparecimento conseguiu esta tarde expôr a miséria moral da mesmíssima esquerda jacobina que deitou foguetes na noite em que Francisco Sá Carneiro morreu.

Margaret Thatcher

In Memoriam – Ravi Shankar [1920-2012]

Concerto for Sitar & Orchestra
Ravi Shankar, Sitar – André Previn, conductor – London Symphony Orchestra
“This is my first humble offering to be performed in the West, and I am proud and happy to be playing it with the LSO and André Previn. The listener will not find much of the harmony, counterpoint or sound patterns he is used to, and which form the basis of Western classical music. I have consciously avoided these, only using them minimally, because they are elements which, if emphasized, can spoil or even destroy the RAGA BHAVA (the mood and spirit of the Raga).
Modulation is not used in Indian classical music, but a musician may suddenly shift the tonic (the Sa) and in a flash suggest the pattern of a different Raga, before coming back to the originaltonic and Raga. This is a feat which gives a great thrill to connoisseurs and is known in Sanskrit as AVIRBHAVA-TIROBHAVA (appearance and disappearance). In the semi-classical form known as THUMRI, however, modulation is used quite frequently. I have made special use of this technique in Concerto. The basic Raga (first movement) is KHAMAJ, and D is established as the tonic (Sa). The second movement is in the morning Raga SINDHI BHAIRAVI. The tonic shifts to B. A few other notes are used occasionally as accidentals. The third movement is in the evening Raga ADANA, where the tonic shifted to E.
The last movement is in the evening Raga MANJ KHAMAJ, and the tonic moves back to D. Manj Khamaj is an offshoot of the Raga Khamaj of the first movement; it becomes different because of the change of stress, which is now on the 4th and 6th notes (Ma and Dha) instead of the 3rd and 5th.
The exact pattern of the ascending and descending note-sequence of the original KHAMAJ has not been used when modulating, but only the notes of the scale. The first movement (Khamaj) has been treated in more or less strict classical form with the traditional ALAP, JOR and GAT, and the third movement (Adana) is in fast KHYAL style. The beginnings of the second and fourth movements (Sindhi Bhairavi and Manj Khamaj) are written in the semi-classical form known as THURMI, which is more sensuous, romantic and sad.
I have used various TIHAIS and CHAKRADARS all along in my solo improvisations as well as when other instruments are involved. These rhythmic patterns are typical of Indian music, and are generally used at the end of a section to build up rhythmical excitement to the climax.
Due to the fact that my own sitar is tuned to C Sharp (Sa) which remains constant throughout, it has been necessary for me to adjust a second instrument for use in the Concerto, where the tonic shifts from D, to B, to E, and back to D. this means that I must play at a higher pitch than usual, and the adjustment is not only one of tuning, but also involves certain structural changes. “
RAVI SHANKAR, 1971.

Evocação de Mário Cesariny [9 Agosto 1923 - 26 Novembro 2006]

Para prestar homenagem ao poeta, autor dramático, ficcionista, crítico, ensaísta, artista plástico e expoente do surrealismo português, deixo aqui um excerto do filme Autografia – Mário Cesariny que o realizador Miguel Gonçalves apresentou em 2004 no doclisboa, e um poema que Manuel António Pina [18 Novembro 1943 - 19 Outubro 2012] lhe dedicou.

Hoje soube-se uma coisa extraordinária,
que morreste. Talvez já to tenham dito,
embora o caso verdadeiramente não
te diga respeito, e seja assunto nossos, vivo.
Algo, de facto, deve ter acontecido
porque nada acontece, a não ser o costume,
amor e estrume; quanto ao resto
tudo prossegue de acordo com o Plano.
Há apenas agora um buraco aqui,
não sei onde, uma espécie de
falta de alguma coisa insolente e amável,
de qualquer modo, aliás, altamente improvável.
Depois, de gato para baixo, mortos
(lembrei-me disto de repente
agora que voltaste malevolamente a ti)
estamos todos. A gente vê-se um dia destes por Aí.

In Memoriam – Antoine Sibertin-Blanc

Em pouco menos de um ano, Portugal perdeu duas notáveis figuras da nossa cultura, ambas ligados à arte dos sons. Depois do desaparecimento da Professora Maria Helena Pires de Matos em Dezembro de 2011, faleceu hoje o Professor Antoine Sibertin-Blanc que foi, durante muitos anos, Titular do Grande Órgão da Sé de Lisboa. Tive o privilégio de o ver o ano passado na Igreja de Linda-a-Velha, num concerto integrado no XIII Festival Internacional de Órgão de Lisboa. Que descanse em paz.

In Memoriam – Gustav Leonhardt

Gustav Leonhardt (30 de maio de 1928 – 16 de janeiro de 2012) foi músico regular de temporadas de concertos em Portugal, nomeadamente nos encontros da Casa de Mateus, em Vila Real, e na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. Na capital portuguesa tocou várias vezes no órgão da igreja de S. Vicente de Fora, que apreciava particularmente.
O músico foi um dos impulsionadores, na década de 1950, do movimento da interpretação historicamente correta, tendo gravado cerca de 300 álbuns.
Entre 1971 e 1990 gravou a integral das cerca de 200 cantatas sacras de Bach, com o austríaco Nikolaus Harnoncourt. De Bach gravou ainda a “Paixão segundo S. Mateus” e o Magnificat.
O músico gravou, ainda de Bach, nos inícios da década de 1950, as Variações de Goldenberg e a Arte da Fuga, segundo princípios teóricos inovadores e hoje amplamente aceites.
O cravista chegou mesmo a encarnar a figura de Bach no filme “Chronique d’Anna Magdalena Bach” (1967), de Danièle Huillet e Jean-Marie Straub. Segundo a ANP, o músico tinha anunciado no dia 13 de dezembro último que não voltaria a dar concertos. De 1947 a 1950, Leonhardt foi aluno de Eduard Muller na Schola Cantorum Basiliensis, de Basileia, na Suíça.
Gustav Leonhardt estreou-se como cravista em Viena, em 1950, foi professor de cravo entre 1952 e 1955 na Academia de Música local e, desde 1954, no Conservatório de Amesterdão.
Ao longo da sua carreira, Gustav Leonhardt tocou e dirigiu diferentes agrupamentos musicais, desde música de câmara a operáticos, com um repertório musical do Renascimento (século XVI) ao Classicismo (século XIX).
O músico foi condecorado com a Ordem Orange-Nassau (grau oficial) da Holanda, e recebeu o doutoramento Honoris Causa das universidades de Harvard, Dallas, Amesterdão, Metz e Pádua.
Por Luis Ramos, Antena Dois

Homenagem a Maria Helena Pires de Matos (1938-2011)

O Coro Gregoriano de Lisboa apresentou-se na noite de 28 de Janeiro na Sé Patriarcal de Lisboa para homenagear a memória da sua fundadora, a Prof. Maria Helena Pires de Matos.  Tradicionalmente dedicado à Liturgia da Apresentação do Senhor, o concerto incluiu excertos do seu último cd, “Os Apóstolos”. A procissão das velas, naquele espaço, possui uma dimensão espiritual que me tocou particularmente…

Homenagem a Gustav Leonhardt

As lágrimas não se podem partilhar no Facebook, mas aqui fica este documento espantoso do final do último concerto público de Gustav Leonhardt, em Paris, a 12 de Dezembro passado. Depois de uma última peça de Jacques Duphly vem a Variação nº 25 das Variações Goldberg, que era o extra que ele gostava de oferecer nos dias em que estava feliz com o resultado. Leonhardt sabia que eram as últimas notas que tocava em público e percebe-se, através da aparente calma imperturbável da sua postura (“Tranquilo e infalível como Bruce Lee”, escrevi eu em tempos numa crítica, citando o verso de Caetano Veloso, para descrever esta serenidade), a emoção que o atravessa e que o faz até errar, por uma vez, algumas notas, mas o Mestre Johann Sebastian deve ter sorrido de gozo ao ouvir assim captada e transmitida, de forma tão pura, a essência da que talvez seja a sua página mais profunda.
Rui Vieira Nery, 18-01-2012.

O Mestre cravista  Gustav Leonhardt (30-05-1928 / 16-01-2012) será homenageado amanhã pelas 17h na Igreja de S. Roque (entrada livre) pelos muitos amigos portugueses que tiveram o privilégio de desfrutar da sua música e da sua presença, desde a Casa Mateus, em Vila Real, à Gulbenkian, em Lisboa, passando pelo Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim. Para Cristina Fernandes, Gustav Leonhardt era “a grande autoridade” da música antiga e o “mestre dos cravistas do século XX”.

O Professor Rui Vieira Nery recordará o Amigo e o Professor e organista João Vaz, que ontem dirigiu o Concerto de Ano Novo na Igreja S.Vicente de Fora, numa reconstituição da componente musical do ofício de Matinas para a Festa de São Vicente, tal como se praticaria em Lisboa por volta de 1770, apresentará, acompanhado pela contralto Carolina Figueiredo, o seguinte programa:

Nota prévia do Professor João Vaz:
“A sequência de obras que decidi executar foi escolhida tendo em conta a ocasião e a minha relação pessoal com Gustav Leonhardt. O prelúdio de coral Liebster Jesu, wir sind hier, uma das obras da predilecção de Leonhardt, foi por ele apresentado nesta mesma igreja num recital integrado no Festival Internacional de Órgão de Lisboa em Setembro de 2005. A Fantasia em Lá-Ré e as duas sonatas para órgão de Carlos Seixas foram por mim executadas num concerto em que participámos conjuntamente em Buje (na Croácia) em Agosto de 2004. Finalmente, a ária Muss der Tod denn auch entbinden foi composta por Dieterich Buxtehude por ocasião da morte de seu pai em 1674, e constitui uma das mais belas expressões de sofrimento e saudade da história da música.”
Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Liebster Jesu, wir sind hier, BWV 731
António Carreira (c. 1530-c.1594) – Fantasia a quatro em Lá-Ré
Carlos Seixas (1704-1742) – Sonata para órgão em Sol maior; Sonata para órgão em lá menor
Dieterich Buxtehude (1637-1707) – Muss der Tod denn auch entbinden (Klag-Lied), BuxWV 76-2
*Agradecimentos a João Chambers e Arlinda Ribeiro
Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 2.656 outros seguidores

%d bloggers like this: